segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

ando seguindo dicas.

Todo fim de semestre, antes de sair de férias, eu faço questão de pegar5 livros (esse é o limite que me é permitido) na biblioteca da faculdade, no intuito de ler durante meu longo período de folga. No fim do ano não foi diferente.
O problema é que eu já consigo mais cinco outros livros de literatura 'simples' para ler além dos referentes a meu curso, e os mais importantes acabam ficando esquecidos na estante, e devolvidos quando as aulas retornam.
Mas, desta vez eu vou fazer diferente. Aceitei a dica de um colega virtual, o André, e vou ler o 'Criação sem Pistolão', enquanto termino (finalmente!) meu portfólio online (dica do Dani Sartório e do Tchelo.)

Boa leitura pra mim.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Aquele sobre o nazismo.

Finalmente terminei de ler o livro 'Menino do Pijama Listrado' (John Boyne)
Fala sobre o nazismo do ponto de vista de um garoto de 9 anos, cujo pai é um dos soldados que estavam sempre ao lado de Hitler. Morando próximo a um campo de concentração, ele faz amizade com alguém do grupo que mora do outro lado da cerca: um judeu.
A história é meio triste, e não é a melhor do mundo, mas valeu a pena. Deu para quase chorar no final. Quase...

O que na verdade somos.

Estava ouvindo uma música beem velha outro dia, de um CD que ganhei no auge de minha fase rebelde da adolescência. A música chama-se "o que na verdade somos", e gerou em mim muitos questionamentos quanto a isso.
Bom, o que somos hoje deve ser, ao menos, um reflexo do que já fomos e da realidade em que vivemos. Então, comecei a me lembrar de tudo que já fui e pensar na realidade em que vivo...
Minha família tem a maior porcentagem gay que já vi em uma família até hoje, quase todos os meus primos e primas são divorciados ou optaram por não casar, apenas "juntar", tenho uma avó evangélica e outra anti-cristo, muitas mães-solteiras na família, tenho pais super caseiros, uma irmã que não curte muito dar as caras no mundo, moro no eldorado aonde pelo menos 90% da população não possui uma cultura aproveitável, estudei em uma escola de classe média aonde quase todos se sentiam pertencentes a uma classe mais alta e cuja futilidade eu nunca vi igual, fui influenciada a ouvir axé, sertanejo, pagode e afins durante toda a minha infância pela família, vizinhos e amiguinhas.
Já dancei axé nos almoços de domingo da família, já fui loira, fui piriguete, curti música emo, passei pela fase ‘rebelde sem causa’, tive o cabelo roxo, participei de uma gangue estudantil, entre muitas outras coisas.
Bom, e o que me tornei diante de tudo isso?
Faço publicidade e propaganda, curso que meus ex-colegas de inferno-escola julgavam perda de tempo. Ainda não sou lésbica, mãe solteira, juntada ou divorciada. Não sou anti-cristo, e na verdade Jesus tem sido a melhor coisa da minha vida (e acho que vai continuar sendo). Gosto de ser cultura, mesmo tendo que procurar por sebos, cafés e afins um pouco longe de casa. Não sou uma pessoa totalmente sociável, mas sair e viajar são ótimas coisas pra mim. Odeio ficar em casa!
Não me considero uma pessoa muito fútil (um pouquinho sim, pois vivo no capitalismo), mas com certeza ouço Rock! Não abro mão do bom e velho som que embalou as décadas de 60, 70, 80... e vive até hoje!
Pensando em tudo isso, percebi que sou sim uma grande influência do mundo ao meu redor. Mas não fui aceitando tudo o que me foi oferecido. A medida que amadureci, soube peneirar o que julguei legal, e moldei assim, a minha personalidade e o que, hoje, você vê quando me vê. Nada mais, nada menos.

Queria que o carnaval fosse hoje...

Queria que o carnaval fosse hoje.
Pra tomar o tão esperado sorvete com colherzinha de plástico, na praça perto da escola, só papeando.
Pra passar madrugadas rindo de besteiras, tomando o lanchinho da noite e tentando entrar no quarto sem acordar as outras 20 pessoas que estão tentando dormir.
Pra tocar na bateria e passar pelos ensaios, que são divertidíssimos.
Pra almoçar ao lado de amigos que vão ficar pra vida toda.
Pra sambar pra ninguém ver.
Pra tomar banhos na casa de estranhos.
Pra ver pessoas que agora estão em BH, mas que só encontro em Ouro Preto.
E pra ser salva, das bombas de efeito moral, mais mil vezes pelo Grandão.
Que saudade.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

É Mark, queridinhos.

Para quem não conhece, Mark Ryden é um artista plástico americano, que atualmente trabalha com a artista Marion Peck (que, na verdade, possui trabalhos muuuito parecidos com os dele). Mark busca influências na arte fantástica do clássico Alice no País das Maravilhas, e se você der uma olhadinha, sua arte também está repleta de simbologia e surrealismo. Seus quadros e desenhos possuem um toque meio macabro, carnes, crianças de tamanhos estranhos, insetos domesticados entre outras bizarrices.
Dono de um estilo inconfundível, Ryden se aventurou, juntamente com sua parceira, a fazer um curta, chamado Sweet Wishes.
Pra quem quiser dar uma olhada, segue abaixo a obra do desenhista que me inspira a persistir nos meus garranchos.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Mark_ryden